Expedição Atacama Janeiro 14 - Página 7

Tópico: Expedição Atacama Janeiro 14

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    Taí o convite Galera da XT Dia dois de janeiro de 2014, as 6 da manhã, largada no Posto da PF de Guaíba/RS - BR 290. Já tenho um roteiro básico a percorrer, ainda falta definir se estico até o Perú (imagino uma foto na entrada de Tacna, para combinar com o conj de couro, rsrsrsrs), a ida será por Mendoza, pernoite em Ponte del Inca, parada de um dia para fazer uma trilha a pé no Aconcágua, com o objetivo de fotogratar a montanha em grande estilo, cruzamos os Caracoles, Chile na direção

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      A placa tava no meio da pista...





      Eu estava com medo de não achar a 660 e parei nesta, a bendita estava 200 m a frente.... rsrsrsrs





      Essa eu vi a do João Hilário e achei a placa, só não botei a moto ao lado porque estava meio perigoso, não é acostamento e os caminhões estavam passando meio perto...




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      Buenas meus amigos, aqui vai mais uma palhinha da aventura Atacama Jan 2014.


      Chegando ao Peru.





      Entrando em Tacna.



      Vai uma Inca Cola aí??? É doce, amarela e tem bastante gás, fora o fato de que é fabricada pela Coca-Cola. Não me pergunte o gosto, é doce.....



      Saindo de Tacna, a cidade é relativamente grande, mas não tem edifícios, deve ser por causa dos terremotos, nesse ponto eu iniciava a subida da Cordilheira, de Arica até aqui foi pelo litoral, altitude zero, tem essa subida de serra, depois um deserto bem vermelho e, a partir de Moqueguá, a paisagem muda.







      Ôpa!! Puno tá logo alí..... duzentos e poucos km depois de Moqueguá, tá no papo......hehehhe







      De Tacna a Moqueguá foi um tiro rápido, um retão no deserto....









      Passei batido por Moqueguá e fui em direção a Torata, só subida e muiiiiiiita curva.







      Aqui pode-se ver Toratá lááá em baixo e as malditas curvas intermináveis, nesse ponto comecei a sentir que não chegaria a Puno, era umas 3 ou 4 da tarde, faltava perto de duzentos km mas não estava rendendo nada, só trinta - quarenta por hora, e o pior estava por vir, só subindo, subindo, subindo, o frio tomando conta e..........



      Então aconteceu o pior....entrei no meio das nuvens, um frio de rachar, parei na beira da estrada para trocar a segunda pele de calor para a de frio... me esqueci da luva segunda pele e me ferrei, as mãos congelaram e eu não conseguia mais fazer a troca de marchas e frear a cada 50 mts, mais ou menos...





      Consegui ir até esse ponto, 55 km depois de Torata. Na placa aparece a distancia ao "peaje", pois bem, ali parei para trocar a viseira fumê pela cristal, os guardas me recomendaram a não subir com neblina, não dei bola, mas perguntei se a estrada continuaria a subir, a resposta foi de que iria a 4,9 mil mts e nesse ponto era 3,4 mil mts.





      Próximo desta placa ficava esta "birosca", ali tem um grifo, mas sem bombas, como não precisava de gasolina nem entrei, mas tinha dois "comércios" (venda-restaurante-buteco, sei lá) eu estava congelado e pedi algo quente para beber, não me venderam, numa das biroscas tinha uma garrafa térmica e uma lata de nescafé sobre a mesa, apontei e pedi um café quente, mas não quiseram me atender, depois cheguei a conclusão que não tinha era a água quente, ali não tinha eletricidade, muito menos vegetação para arrumar lenha e fazer fogo, então não poderiam me atender naquele horário, umas 5 da tarde, logo que parei começou a cair granizo, uma van encostou (também não venderam nada para eles, na verdade só tinha bebida fora do gelo) e o motorista me falou que estavam voltando por causa do gelo na pista, nesse momento desisti de continuar a subir, ainda faltava muito para Puno, estava no fim da tarde e eu completamente congelado.







      Dá só uma olhada na visibilidade, agora imagina o risco que é pilotar na beira dos precipícios, enxergando uns dez metros a frente.....







      Entrei em Torata mas....não tem hotel, tive que continuar descendo e dormir em Moqueguá.





      Dormi em Moqueguá e, de manhã dei uma olhada para o céu, na direção que eu precisava ir, só nuvens pretas..... me mandei de volta, rumo ao ATACAMA, mas isso fica para contar outro dia....rsrsrsrs




    3. Coordenador Paul Barrett é um Sócio-Colaborador xt660.net

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      Edu's, ótimas fotos, retratam bem a areia que tem por lá... pra asfaltar, é só levar o piche, pq areia e pedra... rssss

      Muito bom esse caminho pro Peru, pretendo ir pra esses lados na próxima, só não sei quando... quem sabe ano que vem. Agradeço pelas informações e fico triste por vc não ter chegado no Titicaca... é um dos meus objetivos. Quem sabe se estivesse acompanhado, fui solo e sei como é, não é prudente arriscar. Falando em risco, vai se lembrar do que eu disse quando da sua decisão de colocar uma corrente inferior, recomendada por um mecânico que provavelmente só deu voltinha no quarteirão pra testar uma XT: que já que queria se arriscar, que fosse na mão de veludo... tinha quase 100% de certeza que vc não voltaria com aquela corrente, e preocupação maior ainda com sua integridade física... deu sorte, aprendeu pela pior maneira, com certas coisas não se economiza. A certeza era tanta que alguém que não me lembro perguntou o que achava da sua decisão e eu respondi que vc não terminaria a viagem sem arrebentar a corrente. Fui pela minha experiência, com uma VP2, e quase termino como vc. Na próxima, saio com corrente zerada e testada por algumas centenas de km...

      Pronto pra próxima?
      Cuidado com o stress...
      Mais vale chegar atrasado neste mundo... do que adiantado no outro.


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      Belas imagens e relatos. Até me imaginei na situação!!

      Quando crescer quero fazer uma desta.
      Manuel Josemir (O Manu)

      XT660R 2011/2012 Preta

      INFORMAÇÃO,LAZER,DICAS DE VIAGENS,AMIZADES........
      AQUI TEM MUITA MAS CUSTA PARA MANTER
      CAMPANHA 10%.20 REAIS É MUITO POUCO


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      Valeu Paul, o mecânico que me recomendou a corrente"sem emendas" da CB 300 não sabe nada, a dita cuja rodou 4 mil km e começou a lacear barbaramente, fui até Arica, ali comecei a esticar a corrente todos os dias, e esticar como nunca tinha visto, sempre regulei com uma volta na porca de ajuste, nesse casso tinha de ficar apertando até a corente ficar com uma folga adequada.
      Tu tem razão, sozinho a gente acaba não encarando as adversidades, eu fiz tudo errado, para tentar a passagem pelas grandes altitudes, tem de começar logo de manhã, eu estava passando por Torata umas 3 ou 4 da tarde, não teria a menor chance de chegar a Puno de dia, iria cair a noite - e a temperatura, e eu estaria no meio do caminho, teria sido um suicídio.
      Mas fiquei na vontade, quem sabe na próxima a preparação rola melhor e eu consigo passar pelos 5 mil mts...... quem sabe 2015??????

      um abraço

      Edu's

      Hei Manuel, que isso cara? tu já é grandão, tem uma xtzona 2012, falta programar e cair na estrada, planeja umas férias.....15 dias e uns U$ 2,5 k tu chega lá. 2015 tá aí, eu vou de novo...... vai pensando na idéia.....

      um abraço

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